Março 2010
Notícias a respeito do mercado de carbono e de temas correlatos

31/03/2010
Acordo de Copenhague reúne mais de 110 países

31/03/2010
Acordo de Copenhague reúne mais de 110 países
Por Fabiano Ávila,
CarbonoBrasil/Agências Internacionais ( www.carbonobrasil.com )
CarbonoBrasil/Agências Internacionais ( www.carbonobrasil.com )
ONU revela que todos os grandes emissores assinaram o tratado que pretende manter o aquecimento global abaixo dos 2°C, porém o próprio Yvo de Boer reconhece que as propostas do documento não são suficientes para esse objetivo
As Nações Unidas divulgaram nesta quarta-feira (31) a lista oficial dos países que aderiram ao Acordo de Copenhague, documento redigido no último minuto da Conferência do Clima (COP 15) realizada em dezembro de 2009 na Dinamarca. A boa notícia é que todos os grandes emissores mundiais, incluindo Estados Unidos, China e Brasil, assinaram o Tratado. A ruim é que o próprio braço climático da ONU, o UNFCCC, reconhece que as propostas contidas no Acordo não são fortes o bastante.
“Está claro que as medidas na mesa são um passo importante para limitar o crescimento das emissões, porém elas não são suficientes para limitar o aquecimento global a menos de 2°C”, afirma uma nota divulgada nesta quarta-feira por Yvo de Boer, presidente do UNFCCC.
De Boer, que irá deixar o cargo em julho, disse ainda que o Acordo de Copenhague deve ser visto como uma ferramenta para ajudar no avanço das negociações e quem sabe facilitar um resultado positivo na próxima Conferência do Clima no México em novembro.
Porém muitos especialistas, incluindo De Boer, já expressaram dúvidas de que seja possível acontecer ainda neste ano um acordo com poder legal para limitar emissões mundiais. Uma das razões apontadas para isso é a dificuldade que a lei climática dos Estados Unidos está enfrentando para ser aprovada. Muitos temem que, assim como nos EUA, a pressão da sociedade por ações de combate ao aquecimento global tenha perdido as forças em virtude do fraco resultado de Copenhague e dos escândalos recentes envolvendo a ciência climática.
Muito Subjetivo
A Conferência do Clima de Copenhague não foi um fracasso por completo porque na última hora um acordo acabou sendo feito pelo grupo conhecido como BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China) com os Estados Unidos. Porém, o documento não possui força de lei, foi considerado fraco e ainda sofreu criticas por diversos países que se sentiram excluídos das negociações.
O Acordo, por exemplo, não estipula metas obrigatórias de emissões de gases do efeito estufa. Ao invés disso, recomenda que os países busquem “cortes urgentes” sem deixar muito claro os meios para alcançar esse objetivo. Muitas nações em desenvolvimento brigaram até o fim para que os ricas reduzissem em 40% suas emissões até 2020, isso em relação aos níveis de 1990. Porém, o que países como Estados Unidos e Japão anunciaram é algo em torno dos 16%.
Além disso, os desenvolvidos prometeram novos fundos de cerca de US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012 para ajudar os mais pobres a se adaptar às mudanças climáticas. A longo prazo, a promessa é de US$ 100 bilhões até 2020. De onde virão esses recursos ainda não foi definido e segue em discussão.
Com relação a outros temas importantes, como desmatamento e ferramentas de mercado, o texto do Acordo é ainda mais vago. Sobre as florestas, fala apenas que elas têm um papel crucial para o clima e que por isso o desmatamento deveria ser freado. Já quando o assunto são os mercados, como o comércio de permissões de emissões, o documento apenas menciona que os países devem procurar incluí-los em suas políticas para reduzir as emissões.
Algumas nações como Venezuela, Nicarágua e Sudão não aderiram até hoje ao Acordo.

24/03/2010
Taxa para o carbono é abandonada na França
As Nações Unidas divulgaram nesta quarta-feira (31) a lista oficial dos países que aderiram ao Acordo de Copenhague, documento redigido no último minuto da Conferência do Clima (COP 15) realizada em dezembro de 2009 na Dinamarca. A boa notícia é que todos os grandes emissores mundiais, incluindo Estados Unidos, China e Brasil, assinaram o Tratado. A ruim é que o próprio braço climático da ONU, o UNFCCC, reconhece que as propostas contidas no Acordo não são fortes o bastante.
“Está claro que as medidas na mesa são um passo importante para limitar o crescimento das emissões, porém elas não são suficientes para limitar o aquecimento global a menos de 2°C”, afirma uma nota divulgada nesta quarta-feira por Yvo de Boer, presidente do UNFCCC.
De Boer, que irá deixar o cargo em julho, disse ainda que o Acordo de Copenhague deve ser visto como uma ferramenta para ajudar no avanço das negociações e quem sabe facilitar um resultado positivo na próxima Conferência do Clima no México em novembro.
Porém muitos especialistas, incluindo De Boer, já expressaram dúvidas de que seja possível acontecer ainda neste ano um acordo com poder legal para limitar emissões mundiais. Uma das razões apontadas para isso é a dificuldade que a lei climática dos Estados Unidos está enfrentando para ser aprovada. Muitos temem que, assim como nos EUA, a pressão da sociedade por ações de combate ao aquecimento global tenha perdido as forças em virtude do fraco resultado de Copenhague e dos escândalos recentes envolvendo a ciência climática.
Muito Subjetivo
A Conferência do Clima de Copenhague não foi um fracasso por completo porque na última hora um acordo acabou sendo feito pelo grupo conhecido como BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China) com os Estados Unidos. Porém, o documento não possui força de lei, foi considerado fraco e ainda sofreu criticas por diversos países que se sentiram excluídos das negociações.
O Acordo, por exemplo, não estipula metas obrigatórias de emissões de gases do efeito estufa. Ao invés disso, recomenda que os países busquem “cortes urgentes” sem deixar muito claro os meios para alcançar esse objetivo. Muitas nações em desenvolvimento brigaram até o fim para que os ricas reduzissem em 40% suas emissões até 2020, isso em relação aos níveis de 1990. Porém, o que países como Estados Unidos e Japão anunciaram é algo em torno dos 16%.
Além disso, os desenvolvidos prometeram novos fundos de cerca de US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012 para ajudar os mais pobres a se adaptar às mudanças climáticas. A longo prazo, a promessa é de US$ 100 bilhões até 2020. De onde virão esses recursos ainda não foi definido e segue em discussão.
Com relação a outros temas importantes, como desmatamento e ferramentas de mercado, o texto do Acordo é ainda mais vago. Sobre as florestas, fala apenas que elas têm um papel crucial para o clima e que por isso o desmatamento deveria ser freado. Já quando o assunto são os mercados, como o comércio de permissões de emissões, o documento apenas menciona que os países devem procurar incluí-los em suas políticas para reduzir as emissões.
Algumas nações como Venezuela, Nicarágua e Sudão não aderiram até hoje ao Acordo.

24/03/2010
Taxa para o carbono é abandonada na França
Por Fernanda B. Muller,
CarbonoBrasil ( www.carbonobrasil.com )
CarbonoBrasil ( www.carbonobrasil.com )
Após levantar a bandeira do combate às emissões antrópicas de gases do efeito estufa, o governo francês de Nicolas Sarkozy demonstra sinais que abandonou uma das suas principais campanhas, a implantação a partir de julho de 2010 de uma taxa sobre o carbono.
Nesta quarta-feira o primeiro ministro francês François Fillon disse ao parlamento que as medidas relacionadas ao desenvolvimento sustentável “tem que ser mais bem coordenadas com todos os países europeus”, já que a França seria a primeira nação européia a implantar uma taxa para as emissões de dióxido de carbono.
A justificativa de Fillon foi a mesma utilizada pela maioria dos líderes que resolvem tomar um caminho menos audacioso na questão ambiental, que seria prejudicial à competitividade comercial do país.
O descontentamento da opinião pública com as políticas de Sarkozy ficou claro no final de semana passado quando o seu partido sofreu uma derrota nas eleições, perdendo o controle de todas, exceto por uma região para a aliança Socialista.
A importância que havia sido dada pelo presidente francês à taxa era segundo ele mesmo comparável à abolição da pena de morte e agora críticas ressoam de todos os lados, apesar do governo ainda demonstrar sinais de otimismo.
A ministra da Economia Christine Lagarde afirmou no canal France 2 que o projeto de instaurar uma taxa sobre o carbono não havia sido abandonado, dizendo estar muito otimista sobre a possibilidade da taxa emergir a nível europeu.
Já o ministro da Ecologia Jean Louis Borloo ressaltou que continua convencido da necessidade da taxa e lamenta que ela “tenha sido refém dos debates que ultrapassaram muito o campo da ecologia e foram conduzidos a uma profunda incompreensão”.
“É muito pouco provável” que uma taxa seja aplicada a nível europeu “e o governo tem perfeitamente consciência disso” disse a ONG Réseau Action Climat.
“As associações estão escandalizadas pelo desprezo que caracteriza esta decisão”, completou a ONG em seu site relembrando que o presidente havia assinado em 2006 um Pacto Ecológico fazendo da taxa do carbono um dos pilares da sua política ambiental.

23/03/2010
Gases de efeito estufa ganham padronização internacional para cálculo de emissões
Nesta quarta-feira o primeiro ministro francês François Fillon disse ao parlamento que as medidas relacionadas ao desenvolvimento sustentável “tem que ser mais bem coordenadas com todos os países europeus”, já que a França seria a primeira nação européia a implantar uma taxa para as emissões de dióxido de carbono.
A justificativa de Fillon foi a mesma utilizada pela maioria dos líderes que resolvem tomar um caminho menos audacioso na questão ambiental, que seria prejudicial à competitividade comercial do país.
O descontentamento da opinião pública com as políticas de Sarkozy ficou claro no final de semana passado quando o seu partido sofreu uma derrota nas eleições, perdendo o controle de todas, exceto por uma região para a aliança Socialista.
A importância que havia sido dada pelo presidente francês à taxa era segundo ele mesmo comparável à abolição da pena de morte e agora críticas ressoam de todos os lados, apesar do governo ainda demonstrar sinais de otimismo.
A ministra da Economia Christine Lagarde afirmou no canal France 2 que o projeto de instaurar uma taxa sobre o carbono não havia sido abandonado, dizendo estar muito otimista sobre a possibilidade da taxa emergir a nível europeu.
Já o ministro da Ecologia Jean Louis Borloo ressaltou que continua convencido da necessidade da taxa e lamenta que ela “tenha sido refém dos debates que ultrapassaram muito o campo da ecologia e foram conduzidos a uma profunda incompreensão”.
“É muito pouco provável” que uma taxa seja aplicada a nível europeu “e o governo tem perfeitamente consciência disso” disse a ONG Réseau Action Climat.
“As associações estão escandalizadas pelo desprezo que caracteriza esta decisão”, completou a ONG em seu site relembrando que o presidente havia assinado em 2006 um Pacto Ecológico fazendo da taxa do carbono um dos pilares da sua política ambiental.

23/03/2010
Gases de efeito estufa ganham padronização internacional para cálculo de emissões
Por Vladimir Platonow,
da Agência Brasil ( www.agenciabrasil.gov.br )
da Agência Brasil ( www.agenciabrasil.gov.br )
Rio de Janeiro – As emissões de gases de efeito estufa ganharam hoje (23) um método comum para calcular a quantidade de gás carbônico lançada no ar. O Padrão Internacional para Determinar as Emissões de Gases de Efeito Estufa vai calcular as emissões de cada cidade.
O lançamento da padronização aconteceu durante o 5º Fórum Urbano Mundial, realizado no Rio de Janeiro, e resulta de um trabalho conjunto entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial.
A intenção do novo métido é a de proporcionar a comparação entre as cidades. Um dos problemas para medir a poluição era justamente a falta de uma padronização.
“É uma linguagem comum, que serve para todas as cidades, que poderão comparar suas próprias emissões a cada ano”, explicou o técnico do Banco Mundial, Daniel Hoornweg, que liderou o estudo.
Segundo Hoornweg, o novo método demonstrou que as cidades brasileiras emitem muito pouco, em relação ao resto do mundo. “Isso se deve à matriz hidrelétrica, ao etanol e também porque o sistema de transporte nas cidades brasileiras é bem melhor do que em outras partes”, disse ele.
Com o novo método é possível saber, por exemplo, que os moradores da cidade do Rio emitem mais gás carbônico do que os paulistanos.
Segundo os dados, cada carioca emite 2,1 toneladas de gás carbônico por ano, bem mais que os paulistanos, que emitem 1,4 tonelada do gás no mesmo período.
De acordo com o Banco Mundial, entre os motivos que colocam o Rio à frente de São Paulo na poluição está a maior quantidade de habitantes em São Paulo, o que “dilui” a poluição entre mais gente, já que o índice é per capita. Outro fator que favorece São Paulo em relação ao Rio é a maior malha do metrô, que transporta seis vezes mais passageiros do que o sistema carioca.

18/03/2010
Ações individuais ajudam a reduzir emissões de GEEs
O lançamento da padronização aconteceu durante o 5º Fórum Urbano Mundial, realizado no Rio de Janeiro, e resulta de um trabalho conjunto entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial.
A intenção do novo métido é a de proporcionar a comparação entre as cidades. Um dos problemas para medir a poluição era justamente a falta de uma padronização.
“É uma linguagem comum, que serve para todas as cidades, que poderão comparar suas próprias emissões a cada ano”, explicou o técnico do Banco Mundial, Daniel Hoornweg, que liderou o estudo.
Segundo Hoornweg, o novo método demonstrou que as cidades brasileiras emitem muito pouco, em relação ao resto do mundo. “Isso se deve à matriz hidrelétrica, ao etanol e também porque o sistema de transporte nas cidades brasileiras é bem melhor do que em outras partes”, disse ele.
Com o novo método é possível saber, por exemplo, que os moradores da cidade do Rio emitem mais gás carbônico do que os paulistanos.
Segundo os dados, cada carioca emite 2,1 toneladas de gás carbônico por ano, bem mais que os paulistanos, que emitem 1,4 tonelada do gás no mesmo período.
De acordo com o Banco Mundial, entre os motivos que colocam o Rio à frente de São Paulo na poluição está a maior quantidade de habitantes em São Paulo, o que “dilui” a poluição entre mais gente, já que o índice é per capita. Outro fator que favorece São Paulo em relação ao Rio é a maior malha do metrô, que transporta seis vezes mais passageiros do que o sistema carioca.

18/03/2010
Ações individuais ajudam a reduzir emissões de GEEs
Por Fabiano Ávila,
CarbonoBrasil/NRDC ( www.carbonobrasil.com )
CarbonoBrasil/NRDC ( www.carbonobrasil.com )
Reforçando a idéia de que cada pessoa pode contribuir no combate ao aquecimento global, um novo estudo afirma que diminuir o desperdício é a maneira mais fácil e rápida para cortar em até 15% a liberação de gases do efeito estufa nos Estados Unidos
Todos nós recebemos dezenas de panfletos e catálogos semanalmente nas nossas casas, papéis que muitas vezes nunca pedimos que nos fossem enviados. Apenas ao recusar esse tipo de material, já estaríamos contribuindo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) do nosso país. Nos Estados Unidos, uma sociedade que consegue ser ainda mais consumista que a brasileira, uma medida simples como essa, em conjunto com outras pequenas ações, poderia resultar em uma redução de 15% nas emissões.
Esta foi a conclusão de um estudo do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC) em parceria com o Instituto Garrison. Segundo a análise, trabalhando em medidas comportamentais simples, como uma melhor postura no uso de eletricidade, transporte e alimentação seria possível cortar a emissão de um bilhão de toneladas métricas de GEEs até 2020 nos EUA.
“Enquanto a Casa Branca desenvolve estratégias de energia limpa para reduzir em larga escala a poluição industrial, este estudo dá embasamento para que cada cidadão tenha conhecimento de como ajudar. Todos têm a oportunidade de reduzir as emissões e ainda cortar custos do orçamento doméstico”, declarou Peter Lehner, diretor executivo do NRDC.
Mas os autores do estudo deixam claro que a idéia não é substituir ações governamentais por atos individuais e sim que um complemente o outro. “Essas medidas comportamentais que sugerimos não devem anular políticas energéticas ou de novas tecnologias. Na verdade uma coisa completa a outra e assim ficamos mais perto de uma solução para a crise climática”, explicou Jonathan Rose, co-fundador do Instituto Garrison.
Desperdício
O ponto fundamental da alteração comportamental que as pessoas devem ter em mente é evitar o desperdício. Por exemplo, se cada residência desligasse os aparelhos das tomadas quando não estão em uso, colocasse os computadores para hibernar e apagasse as lâmpadas quando ninguém está precisando delas, isso já reduziria as emissões em 70 milhões de toneladas métricas de carbono equivalente (MMtCO2e) até 2020.
O corte de 25% no desperdício de alimentos significaria outros 65 MMtCO2e não liberados para a atmosfera. Aumentar a reciclagem de papéis, plásticos e metais em 50% pouparia 105 MMtCO2e. Se negar a receber panfletos, catálogos e usar os dois lados de papéis para imprimir em casa já evitaria a liberação de mais 60 MMtCO2e.
“Essa economia comportamental pode nos ajudar a vencer os desafios das mudanças climáticas e apontar maneiras de agirmos não apenas em interesse próprio, mas também com compromisso comunitário. Acredito que podemos alcançar grandes mudanças comportamentais, e não apenas a nível de indivíduos, mas também em organizações, políticas e mercados”, afirmou Rebecca Henderson, diretora da Iniciativa de Negócios e Meio Ambiente da Harvard Business School.
De acordo com Rebecca, as pessoas quando tomam determinada decisão são fortemente influenciadas pela emoção e até mesmo pelo altruísmo. Além disso, o senso de comunidade deveria ser mais explorado para melhorar a postura da sociedade com relação ao desperdício. “Campanhas que levem em conta apenas os ganhos pessoais de cada um são muito limitadas. Os seres humanos são muito mais cooperativos e emotivos do que se pensa”, concluiu a economista.

10/03/2010
China e Índia aderem ao Acordo de Copenhague
Todos nós recebemos dezenas de panfletos e catálogos semanalmente nas nossas casas, papéis que muitas vezes nunca pedimos que nos fossem enviados. Apenas ao recusar esse tipo de material, já estaríamos contribuindo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) do nosso país. Nos Estados Unidos, uma sociedade que consegue ser ainda mais consumista que a brasileira, uma medida simples como essa, em conjunto com outras pequenas ações, poderia resultar em uma redução de 15% nas emissões.
Esta foi a conclusão de um estudo do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC) em parceria com o Instituto Garrison. Segundo a análise, trabalhando em medidas comportamentais simples, como uma melhor postura no uso de eletricidade, transporte e alimentação seria possível cortar a emissão de um bilhão de toneladas métricas de GEEs até 2020 nos EUA.
“Enquanto a Casa Branca desenvolve estratégias de energia limpa para reduzir em larga escala a poluição industrial, este estudo dá embasamento para que cada cidadão tenha conhecimento de como ajudar. Todos têm a oportunidade de reduzir as emissões e ainda cortar custos do orçamento doméstico”, declarou Peter Lehner, diretor executivo do NRDC.
Mas os autores do estudo deixam claro que a idéia não é substituir ações governamentais por atos individuais e sim que um complemente o outro. “Essas medidas comportamentais que sugerimos não devem anular políticas energéticas ou de novas tecnologias. Na verdade uma coisa completa a outra e assim ficamos mais perto de uma solução para a crise climática”, explicou Jonathan Rose, co-fundador do Instituto Garrison.
Desperdício
O ponto fundamental da alteração comportamental que as pessoas devem ter em mente é evitar o desperdício. Por exemplo, se cada residência desligasse os aparelhos das tomadas quando não estão em uso, colocasse os computadores para hibernar e apagasse as lâmpadas quando ninguém está precisando delas, isso já reduziria as emissões em 70 milhões de toneladas métricas de carbono equivalente (MMtCO2e) até 2020.
O corte de 25% no desperdício de alimentos significaria outros 65 MMtCO2e não liberados para a atmosfera. Aumentar a reciclagem de papéis, plásticos e metais em 50% pouparia 105 MMtCO2e. Se negar a receber panfletos, catálogos e usar os dois lados de papéis para imprimir em casa já evitaria a liberação de mais 60 MMtCO2e.
“Essa economia comportamental pode nos ajudar a vencer os desafios das mudanças climáticas e apontar maneiras de agirmos não apenas em interesse próprio, mas também com compromisso comunitário. Acredito que podemos alcançar grandes mudanças comportamentais, e não apenas a nível de indivíduos, mas também em organizações, políticas e mercados”, afirmou Rebecca Henderson, diretora da Iniciativa de Negócios e Meio Ambiente da Harvard Business School.
De acordo com Rebecca, as pessoas quando tomam determinada decisão são fortemente influenciadas pela emoção e até mesmo pelo altruísmo. Além disso, o senso de comunidade deveria ser mais explorado para melhorar a postura da sociedade com relação ao desperdício. “Campanhas que levem em conta apenas os ganhos pessoais de cada um são muito limitadas. Os seres humanos são muito mais cooperativos e emotivos do que se pensa”, concluiu a economista.

10/03/2010
China e Índia aderem ao Acordo de Copenhague
Por Fabiano Ávila,
CarbonoBrasil ( www.carbonobrasil.com )
CarbonoBrasil ( www.carbonobrasil.com )
Países formalizam sua inclusão no tratado alcançado na COP 15 que promete US$ 100 bilhões anuais para a mitigação das mudanças climáticas a partir de 2020, mas não possui prazos e obrigações legais para a redução de emissões de gases do efeito estufa
Para quem não está lembrado, a grande Conferência do Clima de Copenhague em dezembro passado terminou com um acordo sendo feito na última hora pelo grupo conhecido como BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China) com os Estados Unidos. O documento não possui força de lei, foi considerado fraco e ainda sofreu criticas por diversos países que se sentiram excluídos das negociações.
Mesmo as nações que formularam este acordo não o assinaram em Copenhague e sim no decorrer dos últimos meses através de comunicações para a ONU. O Brasil já havia formalizado sua inclusão e agora foi a vez da China e Índia. No total, mais de 100 países aderiram o acordo.
“Isto irá fortalecer nossa posição nas negociações climáticas”, explicou o ministro do meio ambiente indiano, Jairam Ramesh.
Já o negociador chinês Su Wei escreveu uma carta de uma única frase para o Secretariado de Mudanças Climáticas da ONU dizendo que poderiam incluir a China na lista do tratado.
O Acordo de Copenhague estabelece a limitação do aquecimento global em menos de 2°C acima da época pré-industrial e promete US$100 bilhões de ajuda anual a partir de 2020, com US$10 bilhões a partir de 2010 ou 2012. Porém, não tem poder de lei e nem determina metas de redução das emissões de gases do efeito estufa, deixando a critério dos países o compromisso com metas voluntárias.
Negociações
Desde a COP 15 existe muita dúvida de como se chegar a um acordo com poder de lei para controlar as emissões. Muitos especialistas, incluindo o próprio presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC),Yvo de Boer, já afirmaram que dificilmente esse acordo será alcançado em 2010. A data mais provável agora seria a conferência do clima na África do Sul em 2011.
De Boer, que anunciou sua renúncia no último dia 18 e que deixará o cargo em julho, já rebateu criticas de que o processo de negociações da ONU envolvendo decisões unânimes seja o grande obstáculo para o avanço para um acordo. Para ele, o principal problema é a disputa e a falta de confiança entre países ricos e em desenvolvimento.
Existe ainda um grande conflito em torno do Protocolo de Quioto, com países como China e Índia afirmando que o novo tratado deve ser uma continuação de Quioto enquanto os Estados Unidos e a maioria dos europeus preferem começar do zero.
Os EUA querem ainda acabar com o modelo de negociações da ONU, o qual acham atrapalhado e em alguns momentos até utópico. Ao invés de decisões unanimes, os norte-americanos sugerem que os rumos das políticas para as mudanças climáticas sejam tomadas por grupos menores, como o G20 ou o Fórum das Maiores Economias.
Muito do que vai acontecer este ano nas negociações climáticas depende mesmo dos EUA. O destino da nova lei climática e energética que está estagnada no Congresso norte-americano influenciará a tomada de decisão de diversos países, principalmente dos emergentes, que já deixaram claro que esperam um maior comprometimento dos EUA antes de avançarem nas próprias reduções de emissões.

04/03/2010
Mercado de carbono global segue longe de ser realidade
Para quem não está lembrado, a grande Conferência do Clima de Copenhague em dezembro passado terminou com um acordo sendo feito na última hora pelo grupo conhecido como BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China) com os Estados Unidos. O documento não possui força de lei, foi considerado fraco e ainda sofreu criticas por diversos países que se sentiram excluídos das negociações.
Mesmo as nações que formularam este acordo não o assinaram em Copenhague e sim no decorrer dos últimos meses através de comunicações para a ONU. O Brasil já havia formalizado sua inclusão e agora foi a vez da China e Índia. No total, mais de 100 países aderiram o acordo.
“Isto irá fortalecer nossa posição nas negociações climáticas”, explicou o ministro do meio ambiente indiano, Jairam Ramesh.
Já o negociador chinês Su Wei escreveu uma carta de uma única frase para o Secretariado de Mudanças Climáticas da ONU dizendo que poderiam incluir a China na lista do tratado.
O Acordo de Copenhague estabelece a limitação do aquecimento global em menos de 2°C acima da época pré-industrial e promete US$100 bilhões de ajuda anual a partir de 2020, com US$10 bilhões a partir de 2010 ou 2012. Porém, não tem poder de lei e nem determina metas de redução das emissões de gases do efeito estufa, deixando a critério dos países o compromisso com metas voluntárias.
Negociações
Desde a COP 15 existe muita dúvida de como se chegar a um acordo com poder de lei para controlar as emissões. Muitos especialistas, incluindo o próprio presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC),Yvo de Boer, já afirmaram que dificilmente esse acordo será alcançado em 2010. A data mais provável agora seria a conferência do clima na África do Sul em 2011.
De Boer, que anunciou sua renúncia no último dia 18 e que deixará o cargo em julho, já rebateu criticas de que o processo de negociações da ONU envolvendo decisões unânimes seja o grande obstáculo para o avanço para um acordo. Para ele, o principal problema é a disputa e a falta de confiança entre países ricos e em desenvolvimento.
Existe ainda um grande conflito em torno do Protocolo de Quioto, com países como China e Índia afirmando que o novo tratado deve ser uma continuação de Quioto enquanto os Estados Unidos e a maioria dos europeus preferem começar do zero.
Os EUA querem ainda acabar com o modelo de negociações da ONU, o qual acham atrapalhado e em alguns momentos até utópico. Ao invés de decisões unanimes, os norte-americanos sugerem que os rumos das políticas para as mudanças climáticas sejam tomadas por grupos menores, como o G20 ou o Fórum das Maiores Economias.
Muito do que vai acontecer este ano nas negociações climáticas depende mesmo dos EUA. O destino da nova lei climática e energética que está estagnada no Congresso norte-americano influenciará a tomada de decisão de diversos países, principalmente dos emergentes, que já deixaram claro que esperam um maior comprometimento dos EUA antes de avançarem nas próprias reduções de emissões.

04/03/2010
Mercado de carbono global segue longe de ser realidade
Por Fabiano Ávila,
CarbonoBrasil/Agências internacionais ( www.carbonobrasil.com )
CarbonoBrasil/Agências internacionais ( www.carbonobrasil.com )
Especialistas e negociadores duvidam que novos esquemas de 'cap and trade' apareçam nos próximos cinco anos e a promessa de um mercado mundial em 2020, que movimentaria US$ 2 trilhões, parece distante de acontecer
O fracasso da Conferência do Clima em Copenhague em alcançar um acordo com poder legal para limitar as emissões e a postura do Congresso dos Estados Unidos cada vez mais resistente à criação de um "cap and trade" nacional estão resultando em uma maré de pessimismo entre os envolvidos com o mercado de carbono.
Uma pesquisa realizada pela consultoria Point Carbon e divulgada nesta quarta-feira (3) chegou à conclusão de que dificilmente veremos novas iniciativas de "cap and trade" nos próximos cinco anos, o que atrasará a possibilidade de um grande mercado global de carbono em 2020, como já havia sido projetado por especialistas do setor. Porém, a pesquisa, que entrevistou 4800 especialistas e negociadores de 118 países, também mostrou que a confiança segue grande nos mercados já existentes, como o esquema europeu EU ETS.
“A decepcionante COP 15 e a dificuldade da administração Obama em montar um programa de "cap and trade" parecem ter derrubado o impulso dos mercados de carbono”, afirmou Kjetil Roine, autor da pesquisa.
Mesmo antes de ouvirem do senador republicano Lindsey Graham que o esquema de "cap and trade" nos Estados Unidos estava enterrado, os entrevistados pela Point Carbon já se mostravam desconfiados da criação de um mercado norte-americano. Dos 4800 pesquisados, 61% acreditam que os EUA tenham um mercado até 2015, contra os 81% que apostavam nisso em 2009.
Também existe um ceticismo com relação à capacidade da ONU para estabelecer um acordo sobre mudanças climáticas com força legal na próxima Conferência do Clima no México em novembro. Apenas 37% dos entrevistados acreditam que o acordo seja alcançado, menos que os 59% que achavam ano passado que Copenhague traria o acordo.
A queda na confiança de que o mercado de carbono irá expandir como previsto fez com que os negociadores diminuíssem suas estimativas de preços para 2020 de €35 a tonelada para €31 a tonelada.
“Como essa queda na projeção de preços pode afetar os investimentos em tecnologias limpas ainda não está claro, mas 47% dos entrevistados que representam companhias ligadas ao EU ETS acreditam que esse fator será decisivo para novos investimentos”, explicou Endre Tvinnereim, analista da Point Carbon.
Existem alguns dados positivos, como a confiança no EU ETS, que é apontado por 43% das pessoas como o mecanismo com o melhor custo-benefício para reduzir emissões da União Européia, contra 20% que discordam.
Também há esperança de que a única iniciativa de "cap and trade" já encaminhada, a japonesa, se concretize até 2015. Mais de 80% dos entrevistados acreditam que o país irá ter um mercado até 2015, bem acima dos 61% da pesquisa do ano passado.
Os operadores já estão rotulando o ano de 2010 como o ano das incertezas ou então o ano “ponte”. Muitos fatores fundamentais para o crescimento do mercado de carbono deverão ser definidos nos próximos meses, como a posição final dos EUA e de outros países como a Austrália e o resultado das negociações climáticas na ONU.
“Nós chegaremos ao mercado global de US$ 2 trilhões, mas com passos lentos”, resumiu Abyd Karmali, diretor do Bank of America-Merrill Lynch.
Em 2009 o mercado de carbono foi avaliado em US$ 136 bilhões.

04/03/2010
MDL passará por modificações
O fracasso da Conferência do Clima em Copenhague em alcançar um acordo com poder legal para limitar as emissões e a postura do Congresso dos Estados Unidos cada vez mais resistente à criação de um "cap and trade" nacional estão resultando em uma maré de pessimismo entre os envolvidos com o mercado de carbono.
Uma pesquisa realizada pela consultoria Point Carbon e divulgada nesta quarta-feira (3) chegou à conclusão de que dificilmente veremos novas iniciativas de "cap and trade" nos próximos cinco anos, o que atrasará a possibilidade de um grande mercado global de carbono em 2020, como já havia sido projetado por especialistas do setor. Porém, a pesquisa, que entrevistou 4800 especialistas e negociadores de 118 países, também mostrou que a confiança segue grande nos mercados já existentes, como o esquema europeu EU ETS.
“A decepcionante COP 15 e a dificuldade da administração Obama em montar um programa de "cap and trade" parecem ter derrubado o impulso dos mercados de carbono”, afirmou Kjetil Roine, autor da pesquisa.
Mesmo antes de ouvirem do senador republicano Lindsey Graham que o esquema de "cap and trade" nos Estados Unidos estava enterrado, os entrevistados pela Point Carbon já se mostravam desconfiados da criação de um mercado norte-americano. Dos 4800 pesquisados, 61% acreditam que os EUA tenham um mercado até 2015, contra os 81% que apostavam nisso em 2009.
Também existe um ceticismo com relação à capacidade da ONU para estabelecer um acordo sobre mudanças climáticas com força legal na próxima Conferência do Clima no México em novembro. Apenas 37% dos entrevistados acreditam que o acordo seja alcançado, menos que os 59% que achavam ano passado que Copenhague traria o acordo.
A queda na confiança de que o mercado de carbono irá expandir como previsto fez com que os negociadores diminuíssem suas estimativas de preços para 2020 de €35 a tonelada para €31 a tonelada.
“Como essa queda na projeção de preços pode afetar os investimentos em tecnologias limpas ainda não está claro, mas 47% dos entrevistados que representam companhias ligadas ao EU ETS acreditam que esse fator será decisivo para novos investimentos”, explicou Endre Tvinnereim, analista da Point Carbon.
Existem alguns dados positivos, como a confiança no EU ETS, que é apontado por 43% das pessoas como o mecanismo com o melhor custo-benefício para reduzir emissões da União Européia, contra 20% que discordam.
Também há esperança de que a única iniciativa de "cap and trade" já encaminhada, a japonesa, se concretize até 2015. Mais de 80% dos entrevistados acreditam que o país irá ter um mercado até 2015, bem acima dos 61% da pesquisa do ano passado.
Os operadores já estão rotulando o ano de 2010 como o ano das incertezas ou então o ano “ponte”. Muitos fatores fundamentais para o crescimento do mercado de carbono deverão ser definidos nos próximos meses, como a posição final dos EUA e de outros países como a Austrália e o resultado das negociações climáticas na ONU.
“Nós chegaremos ao mercado global de US$ 2 trilhões, mas com passos lentos”, resumiu Abyd Karmali, diretor do Bank of America-Merrill Lynch.
Em 2009 o mercado de carbono foi avaliado em US$ 136 bilhões.

04/03/2010
MDL passará por modificações
Por Fernanda B. Muller,
CarbonoBrasil/ Energy Risk ( www.carbonobrasil.com )
CarbonoBrasil/ Energy Risk ( www.carbonobrasil.com )
O Comitê Executivo (CE) do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) pretende aprimorar os seus procedimentos e anunciará em breve uma série de novas medidas, disse um oficial da Convenção Quadro das Nações Unidas para Mudanças do Clima (UNFCCC) ao Energy Risk.
Há tempos sofrendo críticas duras devido a gargalos em seu processo de aprovação dos projetos de MDL, como incertezas quanto ao critério de adicionalidade e demora na expedição das Reduções Certificas de Emissão (RCEs), as expectativas eram que esta reforma fosse desencadeada durante a Conferência de Copenhague em dezembro passado.
Alguns esperavam reformas significativas, como o aumento da abrangência do MDL -que recompensa projetos de energias limpas em países em desenvolvimento -, com um novo acordo para pagar os países tropicais para preservar as florestas, o chamado REDD.
Investidores reclamam que estes gargalos causam longas filas de espera pelas RCEs e países menos desenvolvidos criticam o esquema por uma distribuição geográfica limitada dos projetos, sendo desenvolvidos principalmente na China, Índia e Brasil.
A aprovação de financiamento dentro do MDL para projetos que enterram as emissões no subsolo, a captura e armazenamento de carbono, é outra área onde uma decisão está sendo adiada há anos.
Outra grande dúvida é a continuidade da aceitação de RCEs geradas na China na terceira fase do esquema europeu de comércio de emissões após diversos projetos de energia eólica terem sido rejeitados pelo MDL sob suspeitas de redução dos incentivos nacionais para tais projetos propositalmente.
Miles Austin da desenvolvedora de projetos EcoSecurities sugere a introdução de três organismos independentes, ao invés de um único, dividindo o controle das diretrizes e regras do MDL, além do trabalho cotidiano e as apelações das partes interessadas.
As mudanças devem ser anunciadas dia 22 de março, após um workshop do CE, disse o diretor do programa de mecanismos de desenvolvimento sustentável na UNFCCC John Kilani.

Há tempos sofrendo críticas duras devido a gargalos em seu processo de aprovação dos projetos de MDL, como incertezas quanto ao critério de adicionalidade e demora na expedição das Reduções Certificas de Emissão (RCEs), as expectativas eram que esta reforma fosse desencadeada durante a Conferência de Copenhague em dezembro passado.
Alguns esperavam reformas significativas, como o aumento da abrangência do MDL -que recompensa projetos de energias limpas em países em desenvolvimento -, com um novo acordo para pagar os países tropicais para preservar as florestas, o chamado REDD.
Investidores reclamam que estes gargalos causam longas filas de espera pelas RCEs e países menos desenvolvidos criticam o esquema por uma distribuição geográfica limitada dos projetos, sendo desenvolvidos principalmente na China, Índia e Brasil.
A aprovação de financiamento dentro do MDL para projetos que enterram as emissões no subsolo, a captura e armazenamento de carbono, é outra área onde uma decisão está sendo adiada há anos.
Outra grande dúvida é a continuidade da aceitação de RCEs geradas na China na terceira fase do esquema europeu de comércio de emissões após diversos projetos de energia eólica terem sido rejeitados pelo MDL sob suspeitas de redução dos incentivos nacionais para tais projetos propositalmente.
Miles Austin da desenvolvedora de projetos EcoSecurities sugere a introdução de três organismos independentes, ao invés de um único, dividindo o controle das diretrizes e regras do MDL, além do trabalho cotidiano e as apelações das partes interessadas.
As mudanças devem ser anunciadas dia 22 de março, após um workshop do CE, disse o diretor do programa de mecanismos de desenvolvimento sustentável na UNFCCC John Kilani.
